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Há alguns meses, o país acordou com a notícia chocante de propostas de alterações à Constituição do Zimbábue que mudariam drasticamente muitas coisas, incluindo a retirada do direito de voto para presidente, a extensão dos mandatos e muito mais. Este projeto de lei propõe mudanças significativas na forma como o país é governado, especialmente na escolha dos líderes, na duração de seus mandatos e no funcionamento das principais instituições. Como essas mudanças afetam todos os cidadãos, é importante entendê-las em termos simples. Este não é o momento de ficar de braços cruzados e, para deixar claro, a questão deve ser submetida a um referendo para que todos tenham voz. Então, vamos analisar o assunto.

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A gestão fundiária no Zimbábue é regida por uma complexa combinação de disposições constitucionais, leis e práticas consuetudinárias. A Constituição de 2013 e diversas Leis do Parlamento definem três categorias principais de posse de terras – propriedade plena (privada), arrendamento (reassentamento estatal) e comunitária – e estabelecem regras para cada uma. É importante destacar que as terras comunitárias (antigas terras sob tutela tribal) pertencem ao Presidente, mas são utilizadas pelas comunidades rurais de acordo com o direito consuetudinário. Chefes e líderes de aldeia podem administrar as terras comunitárias localmente, mas não são seus proprietários pessoais. O problema desse sistema é que a maioria dos chefes não possui pleno conhecimento da lei, como demonstrado recentemente no incidente com o Chefe Murinye, que bloqueou a estrada para impedir que pais comparecessem ao primeiro dia de aula, exigindo algum tipo de pagamento pela construção da escola Riverton em sua região.

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